quinta-feira, 6 de outubro de 2011

(divã) Diferentes,

Perguntara como esquecer. Ele a levou ao limite de tudo: limite do amor, do choro, do riso, da dor. Ela descobriu como era passar noites em claro: ora chorando, ora sonhando. Descobrira até a pontada no coração de despedaços ou alegria em vê-lo. E agora, sozinha, não parava de pensar. Será que um dia seria capaz de esquecer?
Tanto amor e dor que até já possuía a cura dentro de si. Mas era tão grande, tão grande, pensou, que nada podia ser mais reconfortante do que o cheiro que nela ficou gravado. Nem a própria anestesia podia brigar contra aquilo. Tão intenso e tão contraditório...
Eram assim. Gostavam de ser assim. Diferentes.


Amy

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