quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vingança

Ela queria poder gritar com ele, soca-lo, humilha-lo. Sua maior vontade era cuspir todo aquele ódio entalado em sua garganta, vingar cada lágrima que deixara cair. Como é que ele podia ter a coragem de aparecer na sua frente depois do que fez? Como é que ele podia agir como se nada tivesse acontecido? E como é que ele podia provoca-la, como se tudo de errado que aconteceu entre eles tivesse sido culpa dela?
Havia custado a acreditar que tivesse sido traída, enganada, magoada e que tivesse acreditado em todas as promessas e palavras bonitas que um dia ele a dedicara. Pensou, no começo, que aquela dor nunca passaria e que aquela marca que ele deixara em seus sentimentos nunca sumiria, assim como tivera medo de que estivesse condenada a viver com o fantasma daquele traidor para o resto de sua vida.
Foi inevitável sua primeira reação ao rever aquela boca que um dia a beijara e aqueles olhos pelos quais se apaixonara (no passado, lembrou-se). Deveria correr? Fugir? Se esconder no buraco mais fundo que encontrasse? Suas pernas tremiam e seu coração batia acelerado. Ele estava se aproximando e ela não sabia o que fazer e/ou o que dizer (alguma daquelas conversas que tivera consigo mesma ajudariam?). Porém, todas as suas perguntas foram respondidas quando se lembrou de que o máximo que ele merecia dela era o seu desprezo seguido do maior sorriso possível (até porque, ela estava prestes a lhe mostra que aqui se faz e aqui se paga).

Mr. Mister

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