sexta-feira, 25 de março de 2011

(divã) Eu e você.

E você pegou a minha mão. Não existia mais nada pra mim naquele momento. Nem o céu, nem o sol, nem o chão, nem ninguém. Era só você. Era tudo o que eu precisava. Seu cheiro, seu sorriso, seu olho, sua pele, sua voz. E nada mais me importava. Quando eu vejo o seu sorriso eu sinto que me encontro, pois é ali que eu quero ficar. Esse seu sorrisinho, meio de lado, me desperta uma sensação que até então eu não conhecia.
Eu queria tanto te falar o que passava na minha cabeça, naquele momento. Mas você começa a me balançar de leve e eu já esqueço em que planeta eu estou. Esse sempre foi meu problema: sentir demais e falar de menos. Será que você me acharia uma idiota se eu te contasse o que eu sinto? E no final, você falaria que eu sou a SUA idiota?
De repente tudo fica em câmera lenta. E eu desejo parar e ficar ali, do seu lado, só pra te sentir por mais alguns instantes... Porque naquele momento tudo parece se encaixar, como que uma obra do destino. E a gente ouve um barulho. Eu não queria sair dali. Meu desejo era saltar em você e sentir o seu abraço, outro toque, outro timbre de voz.
Agora, relembrando, eu fico na expectativa de como vai ser da próxima vez. Sempre me disseram pra não criar essas expectativas, mas eu não consigo. É impossível evitar.
Mas agora eu percebo que, sim, é você que eu quero.
E eu estou dizendo sem o menor medo de errar.


E sorrio involuntariamente quando penso em você.


Amy


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